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sábado, 9 de fevereiro de 2019

NOVAMENTE O CANTO DOS MALDITOS


Quando Austregesilo Carrano Bueno lançou seu livro autobiográfico O Canto dos Malditos, o cenário real de filme de horror narrado por ele na obra começava a ser desmantelado no Brasil. Os manicômios, que mais foram depósitos de gentes indesejadas pelas famílias brasileiras, eram desativados, um após o outro, por obra de políticas públicas de saúde que, se não eram as perfeitas, ao menos não mais permitiam que pessoas fossem jogadas nessas instituições apenas para desaparecer do campo de visão dos seus.


É disso que trata o livro do escritor. Dos horrores que se cometiam nesses lugares, das sádicas terapias de eletrochoque, do uso abusivo de medicamentos que transformavam esses internos em zumbis, desses internos (o autor foi um deles) que muitas vezes nem mesmo apresentavam o menor quadro indicativo para receber esses tratamentos. Estou falando de pessoas internadas compulsoriamente por pais que simplesmente discordavam da postura dos filhos, seja pelo uso de drogas consideradas ilícitas, por comportamento sexual destoante do que a maioria considera “normal”, ou por estilo de vida alternativo reprovado por essas famílias da Pátria Amada Brasil.


Austregesilo foi um adolescente como tantos e tantos outros que existem por aí, hoje em dia. Passando pela difícil e confusa fase de auto aceitação desses primeiros anos de vida, não se enquadrando no modelo ultraconservador de seu pai (a mãe era a perfeita representação da ausência), que bebia, fumava um baseado vez ou outra, não estava indo bem na escola e não encontrava trabalho que o motivasse. Além disso, não havia em casa diálogo com os pais que o ajudasse. Por isso, e somente por isso, ele e muitos outros foram internados por seus familiares à força em “hospitais psiquiátricos”, e receberam os mesmos horrores que também seriam inadequados para os doentes que realmente necessitavam de assistência.



Seu livro foi a base para o bem-sucedido filme da diretora Lais Bodanzky, Bicho de Sete Cabeças, que alavancou a carreira do ator Rodrigo Santoro interpretando o próprio Austregesilo. O livro ainda continua disponível nas livrarias físicas e virtuais, em e-book no Amazon e nos melhores sebos do Brasil. O filme você pode conferir aqui, via You Tube:

Pois bem... Todo o horror que parecia haver se transformado em material apenas para a literatura e o cinema, como registro histórico de uma época terrível, agora ameaça voltar em uma sequência tão tenebrosa quanto à primeira, em nota do Ministério da Saúde do atual Governo Federal. São 32 páginas onde se fala em internação compulsória de crianças e adolescentes, onde se incentiva o modelo manicomial em um pacote século passado completo, incluindo os temíveis eletrochoques e kits zumbis. Nessa nota também se compara o usuário de drogas aos necessitados de internação nesses hospícios: “A política de drogas vai privilegiar o modelo da abstinência e não mais o de redução de danos, e reforçar a política proibicionista.” O que leva novamente ao modelo de internação e tratamento via isolamento. O modelo CAPS passa a não valer nada...


E o pior, e que todo o mundo sabe: a qualidade física desses espaços fica muito a desejar... Afinal, todos vocês já viram em documentários e telejornais como os internos ficavam jogados nesses locais imundos. Se ainda não viram, está aí o filme da Lais para mostrar. Eu deixo abaixo uma foto tirada num desses depósitos de gente na cidade de Barbacena, Minas Gerais, famosa atualmente pelas rosas, mas que também ostenta um passado de horror nesse setor “hospitalar”.


As portas do inferno estão abertas novamente, para novamente fazerem ecoar o canto dos malditos. Salve-se quem puder. Salve-se quem for "normal" aí. Você é?
Christian Petrizi


domingo, 3 de fevereiro de 2019

OS 10 MAIS! A melhor brincadeira do Facebook.


Todos nós já recebemos aquele desafio no Facebook, onde a proposta é publicar as capas de 10 livros que nos marcaram a vida de uma forma ou outra. E também os 10 filmes brasileiros, ou internacionais...
Um desafio saudável e produtivo, como há tempos não vemos nessa rede social que anda tão amarga.
No caso da Literatura, tão mortalmente ferida pela falta de interesse cultivado desde sempre, partindo das famílias e até mesmo das escolas, esse é mais um mecanismo para difundir entre os leitores sugestões de bons livros, que serve também como boa provocação entre os não leitores, que só têm a ganhar quando escolhem esse hábito de entretenimento para suas vidas.
Gostei tanto que resolvi repostar aqui os meus 10 mais na Literatura, lembrando que muitos outros títulos dos mesmos autores, e de diversos outros que não estão aqui representados, são também grandes histórias que ajudaram a moldar minha existência nesta terra. Os aqui representados foram marcos relacionados a momentos importantes da minha história.
Então vamos lá!

1 - O MINOTAURO, de Monteiro Lobato:
Começando pela infância, período melhor para estimular a leitura. Através da biblioteca da minha escola estadual encontrei o melhor do ramo: Monteiro Lobato. Suas histórias da série Sítio do Pica-pau Amarelo possuem tantas camadas de leitura que atingem também a adolescência e a juventude. Livros provocadores, que estimulam o ato de pensar. Quem lê não esquece, e carrega esse amor e agradecimento por toda a vida. O Minotauro, escolhido por mim, me apresentou o suspense que acompanharia minha vida literária para sempre.

2 - NAS TERRAS DO REI CAFÉ,  de Francisco Marins:
Mais um que vem da infância. Esse, da séria Taquarapoca, série de aventuras semelhante aos livros do Lobato, já foi encontrado na biblioteca pública municipal da minha cidade. Estão vendo como bibliotecas são importantes? Só de rever essa capa eu me emociono. Uma viagem no tempo!

3 - SARAH, de JT LeRoy:
Na virada da adolescência para a juventude, essa história tão "pesada" sobre prostituição, contada em tom de fábula, pois é narrada por uma criança, me mostrou a beleza e a riqueza dos estilos para se narrar um livro. Encantador!

4 - O TERCEIRO TRAVESSEIRO, de Nelson Luiz de Carvalho:
Durante a juventude, um amigo me emprestou, e pela primeira vez eu li um livro em um dia, tão marcante é a história. Pela primeira vez eu odiei a postura de personagens, e com isso passei a ter certezas sobre quem eu sou e o que eu não quero para minha vida. Linguagem simples, história marcante. Tenho também a certeza de que foi o primeiro romance homoerótico para gerações.

5 - M OU N?, de Agatha Christie:
M ou M? foi o primeiro livro que conheci daquela que se tornaria minha escritora preferida, minha referência literária maior. Não tem Poirot ou Miss Murple, mas tem Tommy e Tuppance Baresford, o casal mais gostoso criado pela escritora, e que serviu de inspiração para meu primeiro livro, Crimes Bárbaros. Esse é o terceiro da série de 5 livros escritos com esses personagens. Uma delícia!

6 - DONA BENTA, COMER BEM:
Por que não registrar aqui um livro de não-ficção? Ganhei da minha sobrinha Lana, e com ele aprendia a fazer o Diabo numa cozinha com apenas um ovo. Essa é minha Bíblia!

7 - MAMÃEZINHA QUERIDA, de Christina Crawford:
As biografias estraram em minha vida pela porta da frente, com uma história de amor, ódio e loucura, contada pela filha adotiva da grande atriz Joan Crawford. Um livro que me fez visitar a espetacular obra cinematográfica do mito Joan. Uma arte levando a outras!

8 - NAS MARGENS DO RIO PIEDRA, de Paulo Coelho:
Paulo Coelho é nosso maior best seller! O mundo inteiro o reverencia como artista. Por aqui costumamos ter certo ranço com quem faz sucesso entre nós... Lamentável. Pois sua obra está repleta de belíssimos trabalhos como esse. Um livro que me emocionou! Virei fã de carteirinha, com autógrafo e tudo num exemplar. Amo nosso Paulo!

9 - MÃE NOSSA QUE ESTAIS NO CÉU, de Pablo Simonetti:
Enquanto morava no Chile, foram inúmeros autores latinos que me emocionaram. Esse especialmente, Pablo Simonetti, com o livro sobre a vida de uma mãe, prestes a sucumbir a uma doença terminal, relembrando toda a sua trajetória. Um livro que me fez chorar em diversas passagens...

10 - A CASA DOS ESPÍRITOS, de Isabel Allende:
Todos já viram o belo filme adaptado a partir desse best seller. Muitos já leram o livro e diversos outros da escritora chilena mais festejada. O realismo fantástico entrou nas minhas veias a partir de Isabel Allende, mesmo não sendo ela a criadora do estilo narrativo. Uma história, uma saga familiar, belíssima!

E só pra mostrar que eu não ficaria falando somente de 10 livros...
11 - ASSASSINATO NO EXPRESSO ORIENTE, de Agatha Christie:
Para muitos, o exemplo maior da genialidade de Agatha Christie para criar tramas de suspense policia. Um livro obrigatório para todos os que desejam lubrificar as célulazinhas cinzentas do cérebro. 

Taí a playlist da minha vida!
Espero que tenham gostado.
Grande abraço,
Christian Petrizi.

domingo, 27 de janeiro de 2019

O MITO DA LOURA BURRA, AQUELA QUE OS HOMENS PREFEREM.


Antes de tudo, é preciso que você me conheça. Sou um homem que respeita com igualdade todos os gêneros que existem sobre a face da terra, e abaixo dela também. Outra coisa, não sou do time da Damares no que se refere ao combate à prostituição. Considero esse um serviço como outro qualquer, sem nenhum tipo de demonização ou glamorização: alguém oferece um serviço que outros necessitam, recebe por isso e deve fornecer o melhor trabalho, e só, como deve ser no bom e velho Sistema Capitalista do qual sou adepto. Apenas sou intransigente quanto ao bom caráter e a honestidade das pessoas, seja qual for a sua função social.

Todo esse parágrafo é para poder comentar OS HOMENS PREFEREM AS LOURAS, nos dias de policiamento em que vivemos, best seller de Anita Loos de 1925, lançado no Brasil somente em 2000. Um delicioso retrato da loura burra desprovida de neurônios, nem um pouco escrupulosa, que vence pela beleza e cabelos dourados emoldurando a cabecinha completamente oca. O nome dela não é Jenifer (ou Jéssica, sei lá!), e sim Lorelei Lee.
(Anita Loos em 1925)

Essa foi minha primeira e certeira leitura de 2019. Uma leitura “devina”, como Lorelei adora se referir em seu diário, digno do grande teatrólogo “Shakespir”, mas não daquela famosa tragédia que aconteceu com ele em “Ramlet”. E preciso confessar, até mesmo para recomendar: nunca um livro me fez gargalhar tanto, e ao mesmo tempo sentir tanta raiva pela postura inescrupulosa e antiética de uma personagem. Então, agora sou eu que digo que esse livro é mesmo “devino” e bastante “educativo”.


A verdade é que a loura burra é um mito! Sim, porque ela bem pode ser morena, ruiva, negra, e até um homem. A valorização da beleza física e o desprezo pela cultura, a glamorização do golpista e da “esperteza”, sempre estiveram presentes nas nossas sociedades, independente de sexo e da cor do cabelo. Porém, o mito foi criado a partir desse livro de 1925, seguindo até nossos dias (pobre das louras superinteligentes que estão por aí, precisando provar dia a dia o seu valor...). Mas, como o objetivo é falar sobre Lorelei, vamos nos referir a loura burra e safada, sem querer parecer misógino, sexista ou racista. Ok?


A personagem Lorelei é terrível! Isso é o mínimo que poderia usar para me referir a dita pessoa. Ela se traveste de infantilóide para aplicar seus golpes nos “cavalheiros”. Cultiva a ignorância, porque sabe que os tais cavalheiros gostam disso numa mulher (a escritora Anita Loos foi bem crítica nesse ponto). A loura do livro sabe como manipular um homem à perfeição, traindo seus “benfeitores”, trocando por outros com os bolsos mais cheios de diamantes, num piscar de olhos, depenando até o último centavo dos seus alvos escolhidos, sem dor nenhuma na consciência, e sem contudo entregar a contento a mercadoria combinada.

Por tudo isso digo que a personagem me provocou tanta ânsia de vômito, como me provocaria um personagem masculino com as mesmas características. A questão está na desonestidade desses tipos. Porém, o livro narrado em primeira pessoa, sob a forma de um diário da protagonista, também me arrancou muitos risos com a forma infantil e pouco culta, e com a naturalidade com que Lorelei Lee narra seus dias em Nova York e pela Europa, caçando milionários. É um paradoxo, eu sei, e dificilmente conseguiria explicar isso a vocês.

Talvez seja porque na vida real todos nós conhecemos tantos “cavalheiros” que caíram ou estão presos às Loreleis, e que sabemos serem merecedores desse castigo, tanta hipocrisia e preconceitos foram cultivados por eles ao longo das suas jornadas. Então, olhamos para eles nas casas vizinhas às nossas e dizemos: Esses merecem!

O fato: Os Homens Preferem as Louras é um dos maiores romances americanos de todos os tempos, um retrato delicioso da Era do Jazz, um clássico, inteligente, crítico, e muito engraçado. E as Loreleis do novo milênio se mantêm com sex appel inabalável, apresentando programas de auditório, desfilando ao lado dos mais cobiçados milionários, artistas e atletas do planeta. Afinal, são tão eternas quanto os diamantes que cultivam.


Bom lembrar que Marilyn Monroe interpretou a personagem no filme de mesmo nome, em 1953. O filme é muito bom de se ver, um programa que também recomendo, mas, como sempre em Hollywood, amenizaram completamente a falta de caráter da personagem principal. A Lorelei do filme é um outro tipo. Portanto, mesmo valendo muito assistir Os Homens Preferem as Louras, se quiser um retrato mais fiel da obra de Anita Loos a sua escolha deve ser pelo livro traduzido por Beatriz Horta.


Abraços!
Christian Petrizi

domingo, 20 de janeiro de 2019

LÁ NO PRINCÍPIO... Crimes Bárbaros

Tudo começou com uma série de CRIMES BÁRBAROS! Falo da minha aventura arriscada de colocar no editor de textos, imprimir, enviar para as editoras e vender para vocês minhas histórias de suspense, profissionalmente. Digo arriscada, mas bem que poderia chamar de “arrogante”, porque nunca me coloquei à prova em formatos menores ou mais simples, procurando crescer dessa forma, antes de publicar um romance de 200 páginas.

Claro que senti insegurança durante o processo de escrita do primeiro livro, tanto que demorei uns 4 anos relendo, reescrevendo, cortando, acrescentando... de um modo que quase me fez desistir. Até que uma amiga, Teca Franco, uma vez me disse numa das minhas passagens pelo Rio de Janeiro, para rever os amigos: “Chega um dia em que é preciso soltar o livro, deixar ele voar.”


E foi o que fiz. Registrei na Biblioteca Municipal do Rio de Janeiro o meu primeiro texto e mandei para uma editora que publicava no sistema de parceria de custos com os autores. Então foi lançado Crimes Bárbaros, meu primeiro suspense policial.

Obviamente morri de vergonha um ano depois, ao reler o trabalho publicado. Encontrando mais erros de estilo que... poderiam ter sido sanados... Mas, de qualquer modo, agradeço muitíssimo à minha amiga Teca pelo empurrão. Não fosse ela, talvez nunca teria me lançado nesse meio.



Hoje, mudando de editora, consegui levar meu primeiro livro junto comigo. Com isso, realizei meu sonho de “consertá-lo”, com os 10 anos de experiência que a função já me presenteou. Crimes Bárbaros está mais redondinho, com arestas realmente aparadas, em edição que considero para mim definitiva.



Mesmo sem poder me queixar sobre o texto original, que é considerado por muitos dos meus leitores o meu melhor trabalho, ainda fico com uma vontade enorme de fazer um “recall literário”, que cês nem imaginam! Deve ser a tal eterna insatisfação de autor.

O fato é que a nova edição de Crimes o colocou neste momento, como o meu livro mais vendido de 2018, atrás apenas do meu novo lançamento, Antinatural. 10 anos depois de lançado!!! E para mim isso é bárbaro! Rsrs


Então, deixo para vocês a nota que escrevi para a segunda edição, explicando um pouco de como tudo aconteceu. Logo em seguida, algumas fotos do lançamento em Patrocínio do Muriaé, MG, minha Terra Natal.

NOTA DO AUTOR PARA A SEGUNDA EDIÇÃO:
Crimes Bárbaros foi lançado em 2011, sendo meu primeiro livro publicado. Escrito em 2008, nas horas vagas do meu trabalho como farmacêutico, no salão de estoque da Drogaria Pacheco filial Rocinha, teve sua finalização já no Chile, país para onde me mudei em 2009.
Como fã confesso da escritora Agatha Christie, eu desejava criar algo semelhante, nos mesmos moldes (Quem morreu? Quem matou? Qual foi o motivo?), temperado com uma boa dose de humor. Tudo em cenário brasileiríssimo e com a nossa realidade. Da escritora inglesa, o casal de detetives Tommy e Tuppence Beresford e sua série de 5 livros foram a inspiração maior.
Obviamente nunca consegui sequer me aproximar do talento da grande Dama do Crime, mas acho que ficou minha homenagem para a maior de todos os tempos.
Na primeira edição, lançada em 2011, hoje reconheço muitos excessos cometidos, ao que atribuo a inexperiência do iniciante a culpa pelos mesmos.
Agora, com essa segunda edição, pretendo corrigir um pouco desse problema, cortando, completando lacunas, praticamente escrevendo um novo texto.
Se você, leitor, já conheceu o texto original, espero que curta essa minha nova versão. Foi pensada e desenvolvida com muito carinho e respeito, pela minha estreia e por você.


Abraços!
Christian Petrizi

domingo, 13 de janeiro de 2019

ENTRE AS NOVAS CARAS DO ROMANCE NA LITERATURA, Nicholas Sparks



Como prometi, hoje vou falar sobre um autor do gênero Romance, de êxito mais recente, e que faz grande sucesso entre os jovens leitores. Porém, quero falar especificamente sobre um dos seus trabalhos, que certamente irá agradar também os leitores mais maduros e que normalmente buscam obras um pouco mais densas. Hoje, no Mais Uma Dose, NICHOLAS SPARKS e o seu belo trabalho UMA LONGA JORNADA.

 Como escritor, Sparks só precisou amargar míseros 10 anos de tentativas, até se tornar best seller mundial. E já se passaram mais de 20 anos nessa trilha certeira. O sucesso veio com uma experiente agente literária que reparou no seu trabalho e o apresentou ao grupo Time Warner Book. De 1996 até os dias atuais foram diversos sucessos literários e muitas adaptações cinematográficas que também alavancaram sua carreira de produtor de filmes.

A qualidade do seu trabalho é variável, como a da grande maioria dos escritores best sellers, porém uma obra se destacou para mim: Uma Longa Jornada, livro publicado em 2013. É essa a obra que gostaria de recomendar aos amigos que ainda não leram. Seu enredo é especialmente belo, singelo e elucidativo sobre os verdadeiros encantos da vida e das artes.

A tal longa jornada indicada no título do livro é obviamente a vida, contada através de dois casais, um começando a caminhada e outro no fim da mesma, sem, entretanto, serem negativos ou depressivos quanto às dificuldades iniciais ou a separação imposta pelo fim iminente. É aí que Nicholas Sparks acerta mesmo no alvo, tratando ora de forma leve ora de forma mais densa a sua trama, o que acaba agradando a gregos e troianos, sem melindrar ninguém em nenhum ponto do livro.

Sem desejar entrar em pormenores da trama, pois o objetivo aqui não é fazer resenha de um livro já bastante resenhado, destaco o esclarecimento que o autor dá ao verdadeiro sentido das obras de arte, na trama em questão às artes plásticas. Ele nos indica o exato sentido da beleza, do significado e do valor real que cada uma possui, que “na real” é completamente subjetivo aos olhos que as miram e a importância que tiveram na vida dos que as possuíram com amor isento de egoísmos. Assim como é a vida junto a outra pessoa, ou como deveria ser.

Esse paralelo tão belo pode levar o leitor ao êxtase, quando acontece o encontro desses dois casais num clímax esperado durante toda a trama.

O livro já possui uma adaptação cinematográfica de 2015, mas nem mesmo o fato de o autor ser produtor na adaptação salvou o filme da comparação extremamente negativa com a obra impressa, o que é bastante comum de se ouvir nesses casos. Para o cinema, importantes personagens foram cortados do enredo, tramas foram completamente modificadas, neve virou fogo destruidor de belas histórias, e até mesmo o clímax se mudou para o início do filme. Enfim... Até o experiente ator Alan Alda fracassou ao interpretar o apaixonado Ira Levinson do livro.

 Eu não sei o que pensam os críticos que certamente já comentaram sobre o filme. Só sei que, como leitor que assistiu a obra audiovisual logo em seguida, digo: SE AINDA NÃO CONHECE A HISTÓRIA, LEIA O LIVRO. Essa é mais uma boa obra para começar bem o seu ano literário, impregnando positivamente os seus sentidos com muito amor.

Abraços,
Christian Petrizi.


sábado, 5 de janeiro de 2019

UM POUCO DE ROMANCE PRA RECOMEÇAR. Com Rosamunde Pilcher.

Antes de qualquer coisa: FELIZ 2019!!! Desejo a você o melhor que esse novo ano possa lhe proporcionar: $aúde e sonhos realizados, crescimento pessoal, cultural e financeiro.

Um grande amor para o novo ano? Mãos à obra! Se você quer, você consegue. Andando pra frente, mesmo que com isso seja preciso deixar algo pra trás.

Então, para atrair boas vibrações, que tal começar o ano literário com romances?
Quem disse que não podemos falar por aqui, num blog de suspense, sobre esse outro gênero gostoso e que nos impregna de boas energias?  Até mesmo porque qualquer bom romance está repleto de suspense...

Sendo assim, vou começar o ano sugerindo uma autora clássica para suas primeiras leituras: Rosamunde Pilcher!

Hoje, dona Rosamunde é uma senhorinha quase centenária (nasceu em 22 de Setembro de 1924) que encerrou sua carreira no ano 2000 com o livro SOLSTÍCIO DE INVERNO, porém, é a criadora de uma extensa obra capaz de tornar o seu dia melhor a cada capítulo lido. Seus livros ainda são editados no Brasil, em formato físico ou e-book, também podendo ser encontrados com menores preços nos sebos virtuais (usados e em bom estado), como no site ESTANTE VIRTUAL (CLIQUE AQUI).
Nascida na bela Cornualha, região da Inglaterra, publicou seu primeiro romance aos 25 anos, porém só alcançou sucesso mundial aos 64 de idade com o best seller OS CATADORES DE CONCHAS, um dos dois melhores livros da escritora. O outro que indico a você é o maravilhoso SETEMBRO. Com essas duas leituras no seu cardápio de 2019 você vai estar muito bem suprido das mais belas paisagens da Grã-Bretanha, além das mais interessantes e complexas relações familiares.
E não faça pouco dos romances românticos. Eles possuem mais sintonia com as nossas realidades do que você possa imaginar. Ao nosso redor também pairam romances complicados, dramas pessoais, intrigas e mistérios familiares... Tudo isso está presente na obra de Rosamunde Pilcher!

A coleção Vira-Vira da Best Bolso também possui outros bons títulos da escritora, com preços populares, como O FIM DO VERÃO / UM ENCONTRO INESPERADO e O CARROSSEL / O DIA DA TEMPESTADE.

Minha sugestão: comece o ano por “Setembro” (perdão pela brincadeira involuntária). A personagem Pandora é simplesmente apaixonante. Daquelas que marcam suas memórias literárias para sempre! Bela e ousada demais para o local onde nasceu, e de onde fugiu anos depois, no momento do livro retorna da Espanha para acertos de vida na sua cidade Natal. Enigmática aos olhos de todos os que a conheciam antes do exílio voluntário, Pandora surpreende a cada aparição na trama. (Eu disse que havia suspense nos bons romances!).

Fica então minha dica.
Na próxima postagem seguiremos nesse gênero, porém com um autor de sucesso recente.

Abraços e até lá!
Christian Petrizi

sábado, 29 de dezembro de 2018

ACREDITAR! FAZ TODA A DIFERENÇA.



Qual a cor da sua roupa na passagem do ano?
Tem alguma simpatia preparada?
Quais são os seus desejos para 2019?
Um bom trabalho, um grande amor, estabilidade financeira, aventuras ainda não vividas...

Mesmo que nem todos admitam, as pessoas querem algo de bom para o novo ano que começa, e muitos se apoiam em sortilégios e simpatias para alcançar seu objetivo. Porém, o que não falta são desmancha prazeres fazendo piadas com as crenças alheias... Aff...

Em todas as culturas ao redor do mundo sempre existiram amuletos, talismãs, simpatias, sortilégios, todos capazes de impulsionar o homem, fazê-lo acreditar ser possível alcançar determinado sonho, dar aquele empurrãozinho necessário para que o indivíduo trabalhe para conseguir seu intento. O poder da mente é forte, e material amplamente difundido nos livros de autoajuda.
Acreditar é fundamental para se alcançar qualquer coisa. E o amuleto/simpatia funciona assim, fazendo o homem acreditar, se encorajar e agir.

Até mesmo os religiosos mais fundamentalistas deste país (não me venham me dizer que não) fazem amuletos e simpatias. Ou então o que é aquilo de água benta, de fogueira sagrada de Israel, de tijolinho da prosperidade do Senhor, de vassourinha ungida do blá, blá, blá? Tudo isso é o mesmo que criticam nos demais!

Porém, como esses outros não compartilham suas crenças, passam a ser combustível da fogueira da intolerância.

Dispenso esse tipo de crítica! E vá por mim se o seu desejo é esse: DISPENSE TAMBÉM!

Tome o seu banho com 7 moedas de 1 Real, guarde uma na carteira por todo o ano e presenteie seus melhores amigos que também acreditam nesse talismã com a mesma sorte que você julga capaz de atrair para você. Detalhe: as 7 moedas devem ser jogadas 7 vezes sobre sua cabeça, e em cada uma delas você faz um pedido para você e os seus.
Se está próximo ao litoral, no fim da tarde tome um banho de mar, se imaginando deixando ali todas as energias ruins que atrapalham sua vida. Se está no interior, faça esse mesmo banho no chuveiro, passando um punhado de sal grosso pelo corpo, do pescoço para baixo. E no final ainda pode jogar 7 vezes as 7 moedas da prosperidade na cabeça.
Acredita que as cores usadas na hora da virada podem influenciar seu ano? Então prepare o figurino ideal:
BRANCO: paz e harmonia em sua vida.
AMARELO: descontração, alegria e prosperidade
VERMELHO: sentimentos intensos, paixão (fogo no rabo mesmo para 2019).
ROSA: amor, romantismo, o encontro do príncipe encantado (se é que ele existe!)
LARANJA: estimulante da criatividade, do pique certo e desejado para colocar em prática seus planos.
AZUL: relaxante e contra o estresse do dia a dia.
VERDE: fertilidade, saúde e esperança.
Na dúvida, faça um abadá com a bandeira do movimento gay e vá comemorar o novo ano.

Vá ser FELIZ!
Existem muitas outras simpatias amplamente difundidas entre a população (pular 7 ondas fazendo pedidos na virada, comer 7 uvas guardando os caroços para depois fazer um patuá que te acompanhará por todo o ano na carteira, subir em um local alto à meia-noite...), mas, acima de tudo, foco no seu desejo. Você quer, você é capaz de conquistar seu sonho. Trabalhe por isso, acredite que você pode.


O Blog Mais Uma Dose deseja a todos um 2019 repleto de bons sonhos (nunca deixe de sonhar!), pois esse é o primeiro passo para se alcançar qualquer coisa.
SAÚDE!
Christian Petrizi