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sábado, 10 de novembro de 2018

O PROFESSOR, AGORA, ATENDE PELO NOME DE SATANÁS


Todo dia 15 de Outubro é a mesma coisa: o Facebook e demais redes sociais são inundadas por postagens, cada uma mais linda e emocionante que a outra, em homenagem aos nossos queridos professores.

O profissional que cuida com carinho e amor dos nossos filhos.
O profissional que forma todas as outras profissões.
O professor, que muitas vezes passa para nossos filhos os valores que os pais não têm tempo de ensinar.
Desvalorizados pelos sucessivos governos, mas que mesmo assim não deixam de exercer a sua valorosa função social.
Um herói da vida real!
Pena ser somente no dia 15 de Outubro...

E tristeza mesmo é ver a apatia popular, quando essa classe que merece esses e muitos outros elogios é ameaçada e satanizada por políticos demagogos, hipócritas, intolerantes e incapazes de entender a importância dessa nobre função.

Hoje vemos até mesmo indivíduos totalmente desqualificados, técnica e moralmente, como o novo Deputado Federal Alexandre Frota, esbravejarem em favor da famigerada lei da mordaça, gritando em vídeos repletos de “likes” e incitando alunos e pais contra os nossos já desvalorizados profissionais das letras e do livre pensamento.
Ao invés de lutarem contra os diversos tipos de violência pelas quais passam os professores, como os baixos salários e até mesmo violência física, em ataques de alunos que muitas vezes contam com o respaldo paterno, esses políticos preferem usar  a técnica básica do fascismo, que consiste em demonizar um grupo perante a sociedade, com a função única de angariar seguidores intolerantes e garantir os votos para permanecerem no poder. E agora, depois da Globo, o Satã da vez é o professor!

A tal lei da mordaça, oficialmente chamada Projeto da Escola sem Partido, vem disfarçada de neutralidade para retirar autonomia dos profissionais da educação e impedir o olhar crítico dos alunos em relação à sociedade. Basicamente é isso.
Obviamente, como em qualquer outra profissão, existem maus profissionais. E normas regulatórias devem existir. Porém, as formas como expõem essas regras ditadas nesse projeto não contribuem somente para isso. Perderão também as disciplinas onde diferentes visões políticas precisam ser estudadas, sem nenhum tipo de censura. Até mesmo o direito conquistado por lei pelas agremiações livres fica ameaçado, se estudado esse projeto a fundo. Existe o perigo das convicções morais e religiosas se sobreporem e dominarem a educação, que deve ser ampla e democrática, perdendo com isso a diversidade de pensamentos. Com isso, o estudo do mundo em suas diferentes formas de organização pode e provavelmente vai ficar completamente comprometido.
Será que isso é mesmo um avanço? Será que estimular alunos a gravar professores em sala de aula, numa clara intimidação contra sua atuação, contribui para a melhoria do ensino? Porque é o que tipos como Alexandre Frota e outros da mesma trupe de meliantes que chegou ao poder na aba do famigerado Bolsonaro estão pedindo claramente. 

Por que será que não optaram por investir dinheiro em qualificação técnica dos profissionais e na aquisição de material didático renovado, de melhorias da infra-estrutura dos estabelecimentos, etc? Por que não queimaram neurônios pensando em novos projetos educacionais ou coisas do tipo?

Porque é mais fácil, proveitoso e barato satanizar os professores, simplesmente!

Eu convoco você, que realmente ama e reconhece a importância da função da educação, a não se calar mais quando ver esse tipo de manifestação fascista e intolerante contra nossos professores. Porque deixar que isso continue é uma total covardia contra a bela e nobre categoria, que ao longo do tempo forma, ou ao menos tenta formar, os cidadãos dignos que uma sociedade precisa, seres humanos em essência, capazes de entender o mundo ao seu redor com olhar crítico e opinião própria, mas acima de tudo sabendo respeitar a diversidade de pensamentos.

Eu, você, todos nós não podemos ou não temos o direito de nos calar, quando ato tão mesquinho como esses forem praticados em rede social. Levantar a voz em defesa daqueles a quem devemos grande parte do que somos é OBRIGAÇÃO.

Abraços,
Christian Petrizi 



domingo, 4 de novembro de 2018

ATRÁS DAQUELA CRISE TINHA UM LIVRO. ANTINATURAL, como surgiu.


Quando eu olho pra trás, nunca consigo me lembrar ao certo de quando comecei a escrever meus livros, qual foi a motivação para fazer deslanchar uma trama específica, o que me chamou a atenção para tocar em determinado tema... Coisas assim.

Gostaria muito de ser como aqueles escritores que têm essas respostas na ponta da língua. Mas não as tenho.

Acho que por isso mesmo resolvi, enquanto a memória está recente, contar um pouco da experiência com a criação da minha nova trama de suspense, ANTINATURAL, o lado mais escuro da obsessão.

 Eu me lembro, por exemplo, que o primeiro capítulo foi escrito em uma só noite. Depois enviado para meu amigo e primeiro leitor dessa trama, Athila Goyas do blog O Iluminado (CLIQUE AQUI PARA CONHECER O BLOG) até ser engavetado por meses, antes de tomar fôlego para fazer os 14 outros capítulos.

E talvez somente esse tenha elementos, características, motivações e momentos pelos quais eu estava passando no ato da criação. Não que eu seja o personagem Kévin Eloha, por favor! Não sou um best seller, não fiquei rico com a literatura, não tenho uma legião de seguidores e bajuladores, e nem mesmo tendências à depressão motivadas pela passagem do tempo e pelo processo de envelhecimento do corpo. Beleza física e clássica então... (muitos risos!)
Porém, obviamente, aos 43 anos de idade, um ano menos que o Kévin, um pouco de questionamento e reflexão sobre o tema maturidade apareceu, até mesmo para me ajudar a mudar de fase com dignidade, compreensão e orgulho por tudo que já havia experimentado e pelo que ainda tenho a contribuir. Então, talvez daí tenha surgido o personagem bem mais acentuado, insatisfeito com a vida, trancado dentro do seu apartamento, não querendo comparecer a um lançamento do seu próprio livro, com medo das pessoas que não o viam há dois anos notarem suas mudanças físicas, mesmo usando e abusando de todos os recursos estéticos para se manter mais jovem, como segundo ele exige a sociedade para caracterizar até quando segue o sucesso de cada um.
Depois disso, foi pura criação. O personagem Kévin conhece seu mentor Dorian, que vai mostrar a ele ser possível parar o tempo e se manter eternamente jovem, desfrutando todos os prazeres da vida com a qualidade necessária. Dorian pode bem ser uma pessoa de carne e osso, que descobriu poderes mágicos para isso, como pode ser uma criatura sobrenatural ou mesmo uma projeção da mente atormentada e doentia de Kévin, que faria qualquer coisa para conseguir seu objetivo. Mesmo porque, ao longo da trama, Dorian somente se manifesta para o insatisfeito Kévin, deixando para o final da história essa revelação.

MATAR! Matar tudo que considera pernicioso ao seu redor, usando o sangue dessas pessoas em um ritual sexual para garantir a transmissão da vitalidade. Esse é o segredo revelado por Dorian.
Nesse ponto entra em cena o sociopata Kévin, adepto da sociedade narcisista e sem nenhuma sensibilidade real para os problemas ao seu redor. O banho de sangue macabro está marcado para acontecer. De prostitutas e gigolôs ou amantes infiéis, passando por anencéfalos playboyzinhos de academia, e até políticos corruptos, todos viram presas fáceis para a sede de sangue e juventude de Kévin. Sempre justificando para si mesmo os assassinatos cometidos como forma de contribuir para uma sociedade melhor e livre do que para ele são apenas ervas daninhas. 
Kévin se torna, além de assassino egocêntrico, um juiz de almas.

Se os tais “procedimentos estéticos” funcionam ou não, você pode conferir no meu livro. Os exemplares impressos estão disponíveis para a venda no site/livraria do CLUBE DE AUTORES (CLIQUE AQUI PARA COMPRAR), com os menores preços e frete. Se preferir um e-book, bem mais barato e baixado na hora no seu tablet, celular ou notebook, compre no AMAZON (CLIQUE AQUI PARA COMPRAR). Os que vivem no exterior podem comprar os dois formatos no site AMAZON do seu país. Nesse caso está o melhor preço.

E se você já leu e gostou, aproveite o Natal para presentear seus amigos e familiares com livros. Você estará fazendo um grande elogio à capacidade do seu amigo, e livros são também um elegante presente. Além disso, estará contribuindo para divulgar o trabalho dos autores brasileiros, tão sem fôlego ultimamente e com um futuro não muito promissor no horizonte desse país, onde cultura e literatura são tão pouco valorizados.
Enfim, fica aqui registrado, em poucas palavras, como se originou Antinatural. Peço desculpas por me usar como tema de uma matéria própria, mas, como disse, o momento não é nem um pouco inspirador. Porém seguimos acreditando em dias melhores, e por isso continuamos. Até o próximo domingo.

Muito obrigado!
Christian Petrizi   




terça-feira, 30 de outubro de 2018

ESPECIAL DE HALLOWEEN 2018 Blog do Christian Petrizi


Você pode não saber, mas as festividades de Halloween já são praticadas há mais de 3 mil anos. Começaram com os Celtas, povo politeísta que acreditava em divindades de representação animal, ou baseadas em forças da Natureza.
Os Celtas comemoravam a data no dia 31 de Outubro, também, celebrando o fim do verão e o início do novo ano celta. Eles acreditavam que nessa noite os espíritos estavam soltos pela Terra, buscando corpos humanos para habitar, e por esse motivo se fantasiavam, com o objetivo de enganar os maus espíritos. Observe como pouco mudou nessa tradição ao longo dos milênios.


A festa foi agregando valores pelos séculos seguintes. Passou também a ser uma comemoração pela colheita. Mas o curioso é que, durante a Idade Média, a Igreja Católica condenou o evento, chamando-o de Dia das Bruxas, um nome que pegou. A igreja também quis criar uma data “mais adequada” em seu calendário, visando apagar o Halloween, e daí apareceu o Dia de Todos os Santos em primeiro de Novembro. Porém a festa pagã sobreviveu como a Véspera do Dia de Todos os Santos.

Hoje, a data é comemorada em diversos países do mundo, inclusive no Brasil que há 20 anos mais ou menos trouxe a tradição através principalmente das escolas de idiomas. Por aqui, as festas a fantasia foram o que mais chamou a atenção para a data. E é realmente uma delícia se produzir para curtir uma noitada de música, dança e zoação com as caracterizações mais engraçadas. Se ainda não foi a uma dessas, não perca tempo. Prepare sua produção e combine com os amigos. Com certeza existem diversas delas programadas nos seus arredores.
Agora, se preferir ficar em casa, tenho duas sugestões para mesmo assim entrar no clima:

1) Uma noite de leitura:
Principalmente se forem os contos do obscuro, gótico e atormentado escritor Edgar Allan Poe. Eles contribuirão de modo fantástico para que você sinta aquele calafrio adequado por todo seu corpo. E com certeza na biblioteca pública da sua cidade existem exemplares dos contos de Poe. Você também pode comprar esse e-book no site do Amazon, por apenas R$1,99 e receber na hora, baixado no seu tablet, celular ou notebook. São mais de trinta contos espetaculares, onde alguns clássicos se destacam, como Morella, A Máscara da Morte Vermelha e O Gato Preto.
Também cabe dizer que meu livro ANTINATURAL possui uma generosa dose do sobrenatural, de loucura, insanidade, sangue e mistérios, podendo ser comprado em e-book por R$5,99 no mesmo site. Os links estão ao lado das capinhas logo abaixo:



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2) Uma noite alucinante com o melhor do trash movie:
Não existe gênero cinematográfico que combine melhor com a data que o gênero trash. Permita-se fazer algo diferente, deixando de lado o blockbuster separado para mergulhar no lodaçal de sustos e risadas involuntárias que irão fazer da sua noite algo único. Não precisa saber a sinopse. Os filmes sérios eu deixo para as resenhas e críticas do pessoal competente do blog Papo de Cinemateca. E por falar neles, se estiver afim de ir ao cinema tradicional, veja o que dizem do excelente Halloween 2018 na crítica de Vinícius Martins:
CLIQUE AQUI PARA IR AO PAPO DE CINEMATECA para conferir a estreia de terror para os cinemas.

Bom, mas se for ficar com o puro trash...
Aqui é preciso esperar apenas tosqueira!
No Netflix você encontra dois desses exemplares "horripilantes":
Boneco do Mal e Aranhas. Recomendo os dois, para esta noite!

Assista sozinho ou de preferência chame os amigos para uma noite com petiscos e cerveja gelada em frente à TV. Garanto que será uma noite diferente!

Agora vem as cerejas do meu bolo...
Links para assistir online os filmes selecionados por mim. Trash Movies de raiz! Você será direcionado para o blog Clássicos Sombrios, onde a telinha no final da página pode ser ampliada no seu notebook, que também pode ser conectado à sua TV. Os links de direcionamento estão ao lado de cada capinha. 

Fique à vontade para escolher! 
Dos anos 50 e 60, em P/B, temos O Monstro do Ártico e o clássico dos clássicos que originou a onda zumbi A Noite dos Mortos Vivos. Dos anos 70 vem o primeiro filme Halloween com o psicopata Michael Mayers. Dos anos 80, época fértil para o gênero, temos o original Sexta-Feira 13, o nojento Holocausto Canibal e o melhor de todos, Pague Para Entrar e Reze Para Sair.
Delicie-se! 








































































































Então, monte o seu Halloween gourmet e se divirta!
Eu vou de Noite dos Mortos Vivos em casa e bem acompanhado, depois sigo a dica do Papo de Cinemateca com Halloween 2018 no cinema e fecho minha noite com uma big festa a fantasia aqui em Rio das Ostras.
Desejo a você bons sustos e muitas travessuras.
Abraço com garras afiadas!
Christian Petrizi

sábado, 27 de outubro de 2018

MEDO TOMA CONTA DO BRASIL: VAMOS SER CHECHÊNIA OU VENEZUELA?


Será que os brasileiros sabiam onde estavam se metendo quando levaram para o segundo turno das eleições presidenciais, desse 2018, dois oponentes de extremos ideológicos tão marcados, ao menos para efeito de mídia?
Pois esses dois candidatos, hoje, são responsáveis pelo medo por vezes insano que toma conta do país, provocando incertezas bem mais concretas sobre os nossos destinos a partir de 2019.
Medo insano porque não vamos nos transformar em Venezuela, nunca, caso vença o PT, mesmo que a campanha de Bolsonaro insista nisso. Não cabe essa realidade para o Brasil. Explicando de modo bem generalizado: a Venezuela vive na penúria e violência atual porque é um país que se sustenta pela monocultura do petróleo. E quando o petróleo está em baixa no mercado mundial, fica fácil para um governo incompetente perder totalmente o controle da economia, e frente à insatisfação popular partir para a truculência e o desrespeito às regras democráticas para se manter no poder. No Brasil, desde a quebra provocada pelo café, aprendemos a lição e estamos bem diversificados em produção. Se a economia vai mal, trocamos de presidente nas próximas eleições, e, se o problema é mais grave, até mesmo usamos com sucesso por duas vezes o expediente do impeachment, contra um partido de direita e contra um partido de esquerda. (resta saber se seria fácil fazer isso com militares...)
Também não vamos ter campos de concentração para correção de homossexuais ou aberrações do tipo checheno, e o exército não vai poder tomar o poder criando uma ditadura como a de 1964, prendendo e torturando opositores com a naturalidade daqueles tempos. Hoje o país conta com muito destaque na mídia internacional, o que geraria reação de oposição imediata, e sua população também não ficaria indiferente a tão graves golpes contra seres humanos. Ao menos, mais da metade do país reagiria, mesmo que, pessoalmente, o candidato de extrema direita tenha manifestado tão gravemente seu preconceito de raça, sexo e orientação sexual, e sua intolerância pela democracia. Acontece que, ao chegar lá no Planalto, seu discurso e sua ação têm que ser amenizados drasticamente, ou ficará difícil para se sustentar. E de fato é o que já está sendo preparado, com sua fala muito mais mansa e conciliadora das últimas entrevistas. Lá, do alto do poder, ele está mais podado do que se possa imaginar. Se até mesmo Lula teve que se adaptar e mudar seu discurso e ação para ser eleito...
Agora... Se digo que o medo é insano, porque penso que as incertezas são concretas?

Porque como nunca antes vi em uma eleição presidencial, desde a redemocratização do país, o povo não discutiu NADA dos programas de governo de nenhum dos candidatos. E isso é praticamente como um antigo cheque em branco que passam para que, seja qual for o vencedor, ele possa administrar o país da maneira que bem entender. Por isso digo que nosso destino é uma incógnita muito mais ameaçadora do que aquelas by fake news.
Bolsonaro e seu Ministro da Fazenda entendem alguma coisa de economia? Qual é o plano deles para tirar o país desse atoleiro econômico em que nos metemos? Já viram o que eles pensam sobre a redução de direitos trabalhistas e previdenciários? Ao que me consta, são plenamente favoráveis às reformas do Presidente Temer que cortaram muitos desses direitos, e ainda se fala que ampliarão essa redução, com o fim do décimo terceiro salário, redução da licença maternidade, entre outras porcarias que poderão atirar para nós, as ostras (Entenderam a metáfora ao contrário? Foi boa, né?! rsrs).

E mais: mesmo que mantenha o agora discurso conciliador, o estrago já está feito entre grupos racistas, preconceituosos e xenófobos que existem no nosso país. Suas palavras insensatas e criminosas para alguém que pretendia postular tal cargo, mesmo que anteriores à eleição, com certeza representam um grande aval para que esses monstros saiam por aí provocando aumento de violência contra LGBTs, negros, nordestinos, mulheres, exilados de países em guerra e migrantes do Nordeste do país. O tesão fálico que esses seus seguidores sentem pelas armas de fogo, as quais Bolsonaro pretende facilitar o acesso, agravarão ainda mais essa violência que também não foi combatida pelo PT de modo incisivo e coerente enquanto esteve no poder. Não se esqueça que antes mesmo de Bolsonaro, o Brasil é um dos países onde mais se mata LGBTs por discriminação e preconceito.
Quanto aos planos de Haddad, alguém sabe me explicar o que dizem deles? Eu sei que são muito bonitinhos quanto à manutenção dos direitos trabalhistas, programas para a saúde, educação, etc. Mas... e sobre o que estão falando sobre controle da mídia para democratização da informação? Que me desculpem os petistas, mas partindo desse partido eu não acredito que coisa boa possa vir para beneficiar realmente esse setor. Acredito mais em censura, em estigmatizar grupos de comunicação, e coisas ruins do tipo. Durante os anos em que o PT ocupou o poder, era humilhante a forma como éramos tratados ao simplesmente pensar diferente dos seus dogmas. Humilhação essa que, tenho certeza, foi o que nos deu Bolsonaro.

O emparelhamento das instituições brasileiras com o Partido dos Trabalhadores chegava a ser ofensivo. Falam também em “controle social” da Justiça e do Ministério Público... E disso eu tremo só de pensar! Pois nada disso foi explicado a fundo durante a campanha. Assim como pouco se falou sobre como pretendem administrar a mesma economia cambaleante do país.
Enfim, o cidadão brasileiro ainda não se deu conta, mas está mais perdido que “deficiente visual” em tiroteio, quanto a qualidade de vida, de trabalho e de lazer que terão para os próximos anos. Para mim, um medo muito mais concreto que o medo de propaganda política que usam para assustar o eleitor e conseguir seu voto. Estou inclusive com uma terrível sensação de que fomos todos USADOS nesse jogo sujo que se transformou a disputa eleitoral de 2018, para que não pudéssemos pensar em temas mais importantes. Ou seja: PERDEMOS TODOS, mesmo que alguns não tenham se dado conta ainda.

Agora veja como todos caímos nas famigeradas fake news. Garanto que irá se impressionar:
Porém, agora, o estrago já está feito.
Não há tempo para arrependimentos.
Apertem os cintos que o piloto... O piloto sabe pilotar essa aeronave?
Abraços e boa sorte.
Christian Petrizi
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domingo, 21 de outubro de 2018

CANIBALISMO EM DIAS PERFEITOS COM RAPHAEL MONTES


“Brasileiro não gosta de livro nacional. De suspense policial brazuca então... Nem pensar.”
Opiniões bem comuns no meio literário, entre profissionais e leitores.
Mas, como existem pessoas que gostam de um bom desafio... Aí está o escritor Raphael Montes rompendo dogmas e fazendo o maior sucesso no gênero policial, aqui mesmo em terras brasileiras. E além disso, sendo publicado com êxito em duas dezenas de países. Somente aqui no Brasil, até agosto de 2017, o escritor já havia vendido mais de 50 mil cópias dos seus livros.
É claro que outros vieram antes dele, como os consagrados Rubem Fonseca e Luiz Alfredo Garcia-Roza, escritores com mais qualificações técnicas, porém Raphael é o primeiro a se transformar num fenômeno de vendas num período bem curto de farta produção. Raphael já é um autor POP.


SUICIDAS foi o seu primeiro livro. Escrito em 2012, participou dos prêmios Benvirá e Machado de Assis, tornando-se finalista e conquistando a visibilidade necessária para se lançar. Oportunidade conquistada, ficou fácil para o texto apoderar-se dos leitores, com personagens capazes como poucos de desenvolver empatia e antipatia imediata. 
“Confesso que não fiquei muito empolgada antes de começar a ler, nem com a sinopse, nem com a capa, nem com o tema, nem com o título. Afinal, um bando de adolescentes que se reúne pra se matar não me convencia muito. ERRADO! Li tão rápido como foi com Dias Perfeitos. Naveguei em mares de sangue, sofrimentos maternais, conflitos emocionais e um bocado de claustrofobia.” – Raquel de Mattos em crítica no blog Literatura Policial.

Além disso, nessa estreia Raphael produz cenas de suspense que surpreendem, e fazem com que a gente queira ler mais um capítulo, e mais um, e mais um. Provocando um efeito do tipo Dan Brown. Por isso não são raros os depoimentos de pessoas que concluíram suas leituras em um dia.

DIAS PERFEITOS veio a seguir, solidificando a carreira do escritor ao ser publicado em países como EUA, Inglaterra, França, Espanha e vários outros. Nesse livro entra em cena Téo, um estudante de medicina sem vida social, sem amigos ou namoradas, cuidando sozinho da mãe paraplégica, de mente fria e calculista, repleto de manias, obsessões e justificativas para todos os seus atos. Um psicopata muito bem desenhado.
O sequestro da garota dos seus sonhos e cenas impactantes dos tais “dias perfeitos” que obriga a jovem a viver ao seu lado ficam martelando por dias em nossas cabeças. Um trabalho primoroso com um final nada convencional.

Atenção cinéfilos: os direitos para as filmagens dessas duas histórias já foram vendidos, e o autor promete surpresas para os fãs. Adaptações teatrais já foram ou estão sendo encenadas em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em O VILAREJO, o autor aposta no sobrenatural e nos contos, para mostrar a degradação moral de um povoado. Sinta o clima do livro nessa pequena resenha da Suma Editorial:

“Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome.” (Resenha: O Vilarejo – Raphael Montes)
Não quero falar nada não... Mas eu fiz um livro com o mesmo tema, também desmembrado em contos interligados, alguns anos antes do Raphael. (risos). Chama-se A Incrível Cidade que Apodreceu. E a única diferença é que no meu livro o sobrenatural foi trocado por doses de realismo fantástico. (mais risos de constrangimento por encaixar aqui um merchan).


Mas enfim, O Vilarejo já é considerado uma pérola da literatura brasileira. Merecidamente!

O mais recente trabalho do escritor é JANTAR SECRETO. E acreditem: quem lê nunca mais consegue comer sem pensar bastante sobre a origem do seu prato. Quem ler Jantar Secreto vai certamente questionar os seus hábitos alimentares. No mínimo!
A violência social está muito presente no livro. As angústias e os fracassos dos jovens que hoje enfrentam essa cruel crise econômica é o pano de fundo de uma história sobre canibalismo e capitalismo.

“Tenho muitos amigos engenheiros, advogados bem formados, e que estão desempregados, precisando de grana. Crescemos ouvindo ‘estude que você vai ser alguém’. E não é mais assim.” – Raphael Montes justificando o pano de fundo da sua nova trama.

Além de tudo, um autor engajado, do tipo que sabe entreter e fazer pensar ao mesmo tempo.

Agora estamos aguardando os próximos trabalhos do escritor, que também já roteirizou séries de TV, participou como colaborador em novela das nove e ainda prepara roteiros para o cinema. Muito discretamente, em suas redes sociais, Raphael Montes já nos deu uma dica do que vem por aí entre 2018 e 2019...
Deixo para vocês esse convite para conhecer a obra do Raphael.
Além do abraço de sempre.
Christian Petrizi

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sábado, 13 de outubro de 2018

MISTÉRIOS REAIS E INSOLÚVEIS NA VIDA DE CHRISTIE, POE E CONAN DOYLE



Grandes escritores do suspense policial e do horror, como Agatha Christie, Edgar Allan Poe e Arthur Conan Doyle, ganharam status de mitos da literatura mundial, devido às suas trajetórias profissionais de sucesso na arte que abraçaram. Merecidamente, bom dizer! Principalmente nesses tempos onde a palavra celebridade perdeu tanto do seu significado original.

Porém, todos eles são ou foram pessoas reais, de carne e osso, sujeitos a dramas pessoais e mistérios tão ou mais rocambolescos quanto algumas das suas mais famosas tramas literárias. O blog hoje quer contar para vocês algumas dessas histórias pessoais que se tornaram mistérios insolúveis nas biografias desses mestres.

Edgar Allan Poe
Poe morreu aos quarenta anos de idade, em 7 de outubro de 1849. O grande mistério é a forma como isso aconteceu. Após a morte da primeira e única esposa, o escritor viveu um período de confusão amorosa com três viúvas que o disputavam. Ao se decidir por uma delas, Elmira, uma namorada da sua juventude, ele resolveu deixar a cidade onde viviam, Richmond, para ir até Nova York buscar sua antiga sogra para assistir o casório. E nesse caminho desapareceu. Até ressurgir repentinamente em Baltimore, semanas depois. 



Allan Poe foi encontrado vagando maltrapilho pelas ruas da cidade, como nunca antes se vestira, com roupas e calçados que nitidamente pareciam não serem seus. Também delirava, não dizia coisa com coisa, angustiado, nitidamente precisando de ajuda. Recolhido para o hospital universitário, faleceu quatro dias depois.


As teorias para seu repentino fim incluem suicídio, assassinato, cólera, raiva, sífilis e até mesmo sequestro por agentes eleitorais que o teriam obrigado a votar sob efeito de muito álcool e drogas, posteriormente libertando o escritor à sua sorte. Esse foi um golpe que aconteceu com muitas outras pessoas naqueles dias, na região onde ele se encontrava.

Nem a polícia e nem os médicos que o atenderam conseguiram chegar a uma conclusão. Seu atestado de óbito desapareceu. Seu primeiro biógrafo também era seu maior rival literário, o maior caluniador da sua obra e vida, portanto não podemos confiar na autenticidade da imagem suja que perpetuou sobre Poe. Por tudo isso, o mistério da morte de Poe continua INSOLÚVEL.

Arthur Conan Doyle
Criador de um dos maiores detetives da literatura, Conan Doyle passou a vida dizendo que preferia ser reconhecido postumamente por seus livros onde esclarecia e divulgava a doutrina espírita (e foram mais de 60 deles publicados!), do que por suas histórias com o detetive Sherlock Holmes. Hoje sabemos que não foi bem isso o que aconteceu, apesar do escritor ser considerado nos meios espíritas como um dos maiores divulgadores da doutrina.


Ele também participou e conduziu inúmeras sessões públicas e privadas para esclarecimento da sua fé. Gravou áudios ainda guardados nas bibliotecas inglesas com grandes palestras sobre o tema.


E inclusive voltou (supostamente) do além para dizer que era tudo verdade!

Morto por um ataque cardíaco aos 69 anos de idade em 1930, uma semana depois da passagem já estava gravando um disco de vinil ao vivo (?!?!?!) com mais uma palestra para milhares de pessoas que participaram de uma sessão espírita no Royal Albert Hall, onde um médium alegou ter se comunicado com ele. Em 1934, outra sessão para coleta de novos áudios lançados em discos de acetato.

Mistério INSOLÚVEL! Verdade ou charlatanice inglesa? Se duvida da veracidade das manifestações, e se tem coragem, ouça um trecho onde o espírito de Conan Doyle pede que cuidem bem da sua esposa Jean e de seus meninos. Clique no link para conferir:


Agatha Christie
Já a Dama do Crime viveu um mistério que está mais para os dramas amorosos de Mary Westmacott, pseudônimo que Agatha Christie adotou para escrever os livros que não pertenciam ao gênero policial.

No dia 8 de dezembro de 1926, a escritora pegou seu carro e simplesmente desapareceu, tornando-se notícia em vários jornais da época, pois desde o início da sua carreira literária a escritora já era uma celebridade bastante conhecida. Ainda mais com os detalhes folhetinescos que o caso ganhou, ao encontrarem seu carro abandonado em uma estrada, nas imediações da sua cidade.


Somente em 19 de dezembro foi localizada como hóspede de um hotel em Yorksihe, registrada como Mrs. Teresa Neele, uma senhora de Cape Town, África do Sul. Na época ela preferiu não contar sobre seus motivos, ou o que ocasionou seu desaparecimento, e nem mesmo em sua Autobiografia quis revelar seu segredo, pedindo desculpas mas preferindo manter sua privacidade quanto ao tema.

Porém nesse caso nós temos algumas pistas para especular. Sabemos que a mãe de Agatha havia morrido pouco tempo antes, sabemos que a escritora era propensa à depressão... e também sabemos que seu primeiro marido Archie Christie a estava traindo, e na noite do desaparecimento havia pedido o divórcio...


Bom... Archie era daqueles homens capazes de fazer qualquer mulher ficar enlouquecida de amor e paixão. Era um homem errado, do tipo que todas, e todos, gostam (não sejamos hipócritas!). Lindo, alegre, hiperativo, sempre se mostrando apaixonado pela vida, inconsequente ao extremo, seguro de si, mas capaz de deixar a todas elas completamente vacilantes. E era além de tudo isso o seu primeiro amor.

Enfim, especulou-se sobre depressão, crise nervosa, fuga psicótica, plano de mídia para chamar mais atenção para seus livros, e até a acusaram de planejar diabolicamente uma falsa morte, o que geraria sérios problemas para Archie, pois seu marido seria considerado o maior suspeito em um caso do tipo.

O fato é que Agatha Christie preferiu levar esse segredo para o túmulo, o que classifica esse caso como um mistério INSOLÚVEL.


Com isso, podemos entender um pouco mais o lado humano de alguns dos nossos ídolos literários, que no fundo eram pessoas normais capazes de viver à mercê das mesmas armadilhas do coração e da mente, ou da fé pessoal e inabalável em algum dogma ou conceito.
Abraços,
Christian Petrizi



Crimes Bárbaros foi meu primeiro livro, obviamente bastante influenciado pelo estilo da minha escritora favorita, Agatha Christie. O "quem matou? qual foi o motivo" impõe-se, com doses adequadas de humor.

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